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Novilhas


A fase de recria  inicia-se após o desmame estendendo-se até a primeira cobrição. É menos complexa do que a fase de cria, porém requer muita atenção do produtor, pois os requerimentos do animal em crescimento estão constantemente mudando, em função de alterações na composição de seu corpo. À medida que a idade do animal vai avançando, reduz-se a taxa de formação de ossos e proteína, com o aumento acentuado na deposição de gordura. Do início desta fase, dos 80-90 kg de peso vivo até a puberdade, o monitoramento do   ganho de peso diário é fundamental,  não devendo ultrapassar 900  g por dia. Este procedimento evita a má-formação da glândula mamária (acúmulo de gordura e menor quantidade de tecido secretor de leite), resultando em menor produção de leite durante a primeira lactação.

A idade à primeira cobrição determinará a alimentação das novilhas nesta fase. Idades à primeira cobrição mais precoces (15-16 meses)  exigirão planos mais elevados de alimentação do aqueles para idades mais avançadas para a primeira cobrição (24-26 meses).

A puberdade ou a idade ao primeiro cio é reflexo da idade fisiológica (tamanho ou peso) e não da idade cronológica da novilha. Deste modo, o plano de alimentação a ser adotado para as novilhas será aquele que, de forma mais econômica, permita que elas atinjam o peso para cobrição o mais cedo possível. O peso vivo para cobrição das novilhas varia de acordo com a raça, sendo o mínimo de 340 kg para a raça Holandesa, 330 kg para a Pardo-Suíça, 230 kg para a Jersey, 320 kg para as mestiças Holandês x Zebu, e 280 kg para as mestiças Jersey x Zebu.

Pastos de excelente qualidade e bem manejados podem suprir os nutrientes para o crescimento das novilhas, desde que uma mistura mineral esteja sempre à disposição. A suplementação volumosa na época seca pode ser feita com forragens verdes picadas, cana-de-açúcar adicionada com 1% de uréia, silagens ou fenos. Para o fornecimento de volumosos em cochos, é necessário minimizar a competição por alimento entre os animais manejados em grupos; para isto, é importante propiciar aos animais área  de cocho suficiente, permitindo que todos tenham chance de se alimentar.  

O fornecimento de concentrado às novilhas é dependente da idade,  da qualidade do alimento volumoso utilizado e do plano de alimentação adotado. Em geral, até os seis meses é necessário o fornecimento de 1 a 2 kg de concentrado com 12% de proteína bruta e 61% de nutrientes digestíveis totais.

No sistema de recria em confinamento, os alimentos são levados às novilhas que permanecem confinadas todo o tempo, sem acesso à pastagem. Elas podem receber, no cocho, forrageira verde picada e/ou silagem e/ou feno. Uma mistura mineral deverá estar sempre à disposição, em cochos separados, independentemente do volumoso utilizado.

Ao se fornecer dietas à base de silagem de milho para novilhas, deve-se observar a necessidade de suplementação protéica, se não foi utilizada a uréia ou outra fonte de nitrogênio não-protéico no momento da ensilagem. Às vezes, é necessário limitar o consumo da silagem para evitar que as novilhas fiquem obesas.

Um feno de excelente qualidade é, sem dúvida, o melhor alimento para as novilhas mantidas sob confinamento. Ele pode constituir-se no único alimento para esta categoria animal. A mistura em partes iguais (na base da matéria seca) de feno e silagem de milho pode ser considerada como o melhor alimento para esta categoria animal, quando em confinamento.

Também em sistemas de criação de novilhas confinadas, de raças especializadas para produção de leite, recomenda-se o fornecimento de concentrado durante toda a fase de recria. Tudo vai depender do ganho de peso desejado durante esta fase. É importante ter sempre em mente que os extremos, sub e superalimentação, devem ser evitados.

As novilhas devem ter à sua disposição água fresca e limpa diariamente.

O monitoramento do desenvolvimento das novilhas é feito por meio do observando-se o ganho de peso mensalmente. Dos 80-90 kg de peso vivo até a puberdade elas não devem ganhar mais do que 900 g por dia. Após a puberdade, ganhos superiores a este são admitidos, mas deve-se evitar que as novilhas fiquem obesas. A avaliação do crescimento das novilhas pode ser feita pela pesagem ou pela condição corporal delas. Numa escala de 1 a 5 (1 = magra e 5 = obesa), as novilhas devem apresentar escore igual a 3.

Registre em ficha individual os pesos e quaisquer problemas ocorridos com as novilhas.

Informações complementares e detalhes sobre os procedimentos são obtidas no Manual Técnico: Trabalhador na Bovinocultura de Leite. – Senar-AR/MG/Embrapa, 1997.
 

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