Recomenda-se a inseminação artificial com sêmem de reprodutor
Holandês ou Gir, de animais testados e aprovados para a produção de leite.
A estação de cobertura permite o nascimento ao longo de todo o ano. A
detecção do cio é feita por um rufião ou visualmente pelos tratadores.
As novilhas serão inseminadas quando atingirem 300 kg de
peso vivo. Aos 60 dias da última inseminação, realiza-se o diagnóstico de
gestação via palpação retal. Após três inseminações sem sucesso, a novilha
deve ser examinada e submetida a tratamento ou descarte, caso
necessário.
As vacas são inseminadas no primeiro cio 60 dias após o
parto e o diagnóstico de gestação é efetuado como nas novilhas. As vacas
que após duas inseminações consecutivas não forem fecundadas deverão ser
examinadas e submetidas a tratamento ou descartadas, caso haja
necessidade.
A lactação é interrompida 60 dias antes do parto ou
quando as vacas apresentarem produção inferior a 3,0 kg de leite/dia, em
dois controles consecutivos.
Descarte de animais
Anualmente, realiza-se descarte, observando-se uma taxa
de reposição de matrizes em torno de 15%, adotando-se os seguintes
critérios:
- Após o desmame, os machos e as fêmeas que não forem utilizados para
compor o rebanho;
- Fêmeas em crescimento (0 a 2 anos) – somente são descartadas aquelas
que apresentem anormalidades físicas ou sofrem acidentes com lesões
graves;
- Novilhas em fase de crescimento e/ou reprodução (peso e idade) –
aquelas que não atinjam 300 kg de peso vivo aos 30 meses de idade;
- Reprodução: as que não são fecundadas nem mesmo por meio da monta
natural ou que manifestem sérios problemas reprodutivos;
- Vacas cuja produção seja 70% abaixo da média do rebanho;
- Vacas que apresentem, por duas vezes consecutivas, períodos de
lactação inferior a 240 dias;
- Vacas e novilhas com doenças infecto-contagiosas e/ou anomalias no
sistema reprodutivo;
- Animais acidentados, cuja lesão comprometa os índices do rebanho;
- Excedentes: visando manter estável o número de animais do sistema.